segunda-feira, 22 de março de 2010

AS IGREJAS E A MÍDIA. (PARTE 2)

Além das contradições religiosas, a divergência entre Rádio e a televisão está longe de ser encerrada. O rádio continuará na vantagem de chegar aonde a TV não vai. Comprovadamente o rádio é o único veículo que atinge seu objetivo em qualquer lugar:

No início do dia o rádio-relógio desperta o ouvinte. No café da manhã, e em seguida no ônibus ou carro a caminho do trabalho. No restaurante, na hora do almoço, na lanchonete à tarde. Nas lojas do comércio, à noite no encontro com amigos, na madrugada de insônia. Na praia e na fazenda, no cooper e na bicicleta com o MP3, celular etc. (possuídos por quase 100% da população).

Enfim, o rádio é o único veículo que tem um público exclusivo, pronto para receber a mensagem, atingindo mesmo quando não quer. Sendo companhia em quase 100% do dia dada as suas possibilidades.

Apesar de existirem hoje miniTV’s a bordo que possam equipar carros, celulares e outros, nunca soube de alguém que dirigisse assistindo TV, mas o contrário é verdade. Você dirige e ouve rádio, não é mesmo? Pesquisas comprovam que o rádio está em 83% dos carros contra 1% da TV.

Durante o almoço alguém pode até ligar a TV e ouvir o noticiário, isso mesmo, ouvir, e nesse caso a TV estaria perdendo seu propósito: divulgar mensagens com reforço visual.

Pesquisas indicam que o horário nobre do rádio dura quatro vezes mais, do que o da TV que se limita a três horas diárias – isso no caso de canais de TV abertos. Canais fechados, parabólicas e UHF, a diferença é descomunal.

Quem possui uma antena de UHF em suas casas? É um produto sem fluxo comercial. Ninguém chega a uma loja de eletroeletrônicos e diz: “Moço, me venda, por favor, uma antena UHF porque quero assistir uma TV evangélica que não pega na antena de VHF da minha casa, na qual só retransmite canais famosos”. - Isso chega a ser grotesco!

Na verdade, quando o sistema digital estiver disponível para toda população, e todas as emissoras transmitirem "Digital", aí sim, estes canais poderão ser sintonizados nessas antenas (UHF), que passarão a ter utilidade indiscriminada. Enquanto isso, o rádio segue acessível o tempo todo, sem esperar inovações tecnológicas.

Se a audiência e o horário nobre do rádio são maiores do que as dos canais abertos de TV – aqueles que não precisam de anteninhas especiais - o que dizer por exemplo, de TV’s que se arrogam em achar ter maior abrangência do que uma emissora de Rádio com 15 mil Watts de potência com tecnologia digital e capacidade de abrangência em um raio de cerca de 300 quilômetros?

O rádio é imbatível. É o veículo de maior credibilidade. Todos os anos, pesquisas são realizadas para aferir a credibilidade dos vários setores junto ao público, e todo ano o rádio brilha. 06 Posições acima dos jornais e 10 posições acima da televisão, ou seja: as pessoas acreditam muito mais no que é veiculado no rádio e isto se reflete também nas mensagens das igrejas, que ganham credibilidade, veracidade e coerência.

Para terminar este artigo, gostaria de apelar aos pastores e igrejas para que estejam dispostos a rever seus conceitos, ou talvez melhor fosse dizer, “preconceitos” em relação à força, credibilidade, agilidade, e perseverança desse veículo de comunicação, completo e dinâmico que resiste às investidas de outras mídias nas tentativas frustradas, de desacredita-lo e torna-lo obsoleto ao longo dos anos?

Alexandre Teixeira
DRT 15.536

2 comentários:

  1. OLÁ ALEXANDRE, SOU ADVENTISTA, E ACHEI SIMPLESMENTE BRILHANTE SUA VISÃO SOBRE A IGREJA ESTÁ INVESTINDO EM TELEVISÃO E DEIXANDO O RÁDIO DE LADO. BONS TEMPOS DO A 'VOZ DA PROFECIA' COM O PASTOR RABELO. FUI OUVINTE ASSÍDUO

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  2. Para os pregadores (que vendem um evangelho consumista) a televisão é o melhor veículo de divulgação. Falo isso com tristeza! Porque a realidade é que muitas Igrejas se preocupam em vender a imagem do pregado em primeiro lugar. Jesus e a mensagem de salvação está em segundo plano.
    Temos que lutar para resgatar a essência do Evangelho que salva, cura, restaura e liberta o pecador.

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